Coluna da Roseli Valério

                              ‘SÓ GLEISI, RICHA É REELEITO’

É o que garante o senador Roberto Requião (PMDB), que sabe vender o seu peixe como ninguém, exageros à parte. Ontem, ao reafirmar que se não estiver disputando o governo do Estado nas eleições de outubro próximo, o governador Beto Richa (PSDB) se reelege, fez uma nova leitura sobre a pré-candidatura do PT ao mesmo cargo. Para ele, a senadora Gleisi Hoffmann, nome petista para a disputa, não teria condições de derrotar Richa, apesar de o tucano estar “liquidado eleitoralmente”, avaliou.  “Gleisi foi minha parceira nas últimas eleições e é minha amiga. Mas ficou ‘desidratada’ na Casa Civil”, disse Requião. Por isso, sem um candidato do PMDB na disputa direta pelo Palácio Iguaçu, insistiu o senador, o atual governador estaria praticamente reeleito. “Estou muito bem no Senado. Sou o único parlamentar que apoia a Dilma (Rousseff) com garra e a critica quando erra. Mas, se os companheiros quiserem retomar o governo do Paraná, me chamem que eu vou. Temos condições de consertar os erros que se cometeram nesta aliança infeliz do PMDB com o PSDB”, declarou Requião com todas as letras. Mas, cá entre nós, exagerou ao declarar que o projeto de uma candidatura própria do PMDB não é só dele, mas também dos deputados estaduais do partido. “Nossos deputados cometeram um erro ao apoiar o Beto Richa. Mas já entenderam que nada se consegue de um governo que não tem experiência e competência”, alegou. Se disseram isso ao senador, foi à portas fechadas então, porque publicamente a bancada estadual age como quem quer continuar apoiando o governo Richa e a sua reeleição.

BOA DESCULPA

Como se todos os requerimentos com pedidos de informação fossem sempre aprovados pelos governistas – o que não é o caso – o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Ademar Traiano (PSDB), vem agora avisar que pretende barrar todos os apresentados pela bancada de oposição (leia-se a petista), que ele considere “eleitoreiros”.

JÁ O POVO…

Já na primeira semana da volta aos trabalhos, Traiano usou a maioria governista na Assembléia para rejeitar convite ao secretário de Estado da Infraestrutura, José Richa Filho, para falar sobre denúncias contra ele publicadas recentemente pela revista IstoÉ. A avaliação do tucano, ao considerar de “interesse eleitoreiro”, tirou o direito ao paranaense de saber de Pepe Richa sua posição frente à denúncia.

JUSTIFICA?

Repetiu-se o caso em outro pedido de informações, também da semana passada, em relação à Celepar, sobre denúncia de espionagem em correspondência eletrônica do governo do Estado. Rejeitado o requerimento pela base governista, a mando de Traiano, eis sua explicação: “A oposição quer criar factoides com objetivo eleitoral”. Como se não se tratasse de coisa importante, que o povo não precisa ser esclarecido.

LEI DOS ESTÁDIOS

Agora é lei e sancionada rapidamente pelo governador Richa. Tem o número 17.951, conforme projeto do deputado estadual Bernardo Ribas Carli (PSDB), que dispõe sobre a obrigatoriedade da identificação dos torcedores nos estádios de futebol. De acordo com as normas da nova lei estadual, clubes, entidades mantenedoras e gestoras dos estádios e estabelecimentos que vendem ingressos para partidas oficiais deverão fazer a identificação de todos os compradores de ingressos.

BANCO DE DADOS

Mediante a apresentação de um documento de identidade, o torcedor será cadastrado e terá seus dados vinculados ao número do registro do bilhete emitido. E, prevê a lei, entre outras regras, que os responsáveis pela realização do evento esportivo deverão manter à disposição das autoridades um banco de dados com a identificação dos compradores e frequentadores das partidas de futebol, por um ano.

DO COMEÇO

O que estava definido tempos atrás, já não está mais. Tanto que o desembargador Telmo Cherem, do Tribunal de Justiça do Paraná, pautou para quinta-feira,13, o julgamento do ex-deputado estadual Luiz Fernando Ribas Carli Filho.

A ACUSAÇÃO

Ele é acusado de ‘duplo homicídio doloso eventual na forma qualificada’ pela morte de Gilmar Rafael Yared (26) e Carlos Murilo de Almeida (20), em acidente de trânsito na madrugada do dia 7 de maio de 2009, em Curitiba.

DOLO OU CULPA

Como já havia decisão pelo julgamento de Carli Filho ser pelo júri popular, ele havia sido marcado para o dia 26 de março de 2013, em Curitiba. Mas foi suspenso por ordem do Superior Tribunal de Justiça que reabriu o debate judicial sobre se o caso deve ser julgado pelo Tribunal do Júri por dolo eventual (assumiu risco de matar), ou como culposo (sem intenção de matar), pela vara comum de trânsito.

ÁLCOOL E CNH

No processo o ex-deputado é acusado de dirigir embriagado e a 173 km/hora. Na ocasião, o Detran informou que Carli Filho tinha 130 pontos em sua CNH por infrações de trânsito. Na época era deputado tucano, mas renunciou ao mandato na Assembléia Legislativa para escapar da cassação.

ESPERA PELO JURI

Para o advogado criminalista Elias Mattar Assad, assistente da acusação pela família da vítima Gilmar Yared junto ao promotor público, lembra que o TJ já tinha determinado que o caso fosse julgado pelo júri e acredita que será mantido o posicionamento. Assad afirma que a jurisprudência mais atual se firmou no sentido de que: “se é dolosa eventual ou meramente culposa a conduta, tais temas são matérias para serem postas aos jurados”.

GRANDE DIFERENÇA

Se o TJ do Paraná determinar julgamento pelo júri, as penas variam entre 12 e 30 anos, em regime fechado. Se definir que Carli Filho seja julgado pela vara comum de trânsito, como um acidente entre veículos, a pena não deve passar de 4 anos, com regime aberto. O Ministério Público, pela Procuradoria de Justiça do Paraná, é favorável ao julgamento de quem teria provocado as mortes pelo tribunal do júri.

ANO ELEITORAL

Em ano de eleição tem mais é que prestar atenção no que rende votos, novos ou de eleitores de outros carnavais. Um exemplo é o deputado Ney Leprevost (PSD), de boa atuação em geral e que, experiente, sabe que é preciso reafirmar posições conquistadas. Ele  voltou a  defender  a nomeação   dos aprovados no concurso da Polícia Civil do Paraná.

FALTA ASSINAR

São 410 pessoas de várias cidades do Paraná, aprovadas para o cargo de investigador e papiloscopista e que ainda não foram nomeados. Todas aguardam assinatura do governador Richa autorizando as promoções de classe dos que já são servidores da PC para permitir o acesso aos que prestaram o concurso.

PELA SEGURANÇA

Desde o ano passado Leprevost, eleito por Curitiba e região, vem defendendo a nomeação dos aprovados. “Para uma polícia ainda melhor é preciso ter mais pessoas tecnicamente qualificadas. Os aprovados no concurso atendem a esta demanda. Uma segurança pública eficiente e eficaz, além de direito dos cidadãos e é um dever do Estado”, cobra ele.

 

 

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