O Lago de Olarias já virou um grande palanque eleitoral

O anúncio da visita da senadora e ex-ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, à nossa cidade, na sexta-feira, foi revestido de grande expectativa pela possibilidade de um anúncio de apoio efetivo de garantia de recursos federais para a execução do projeto do Lago de Olarias, que tem tudo para ser a obra da vitrine do governo do prefeito Marcelo Rangel. E tem tudo para ser a obra da vitrine, porque todo o governo tem obrigação de investir na Saúde, na Educação, na Segurança, de asfaltar ruas. Mas, nem todo o governo tem a oportunidade de fazer uma obra diferente, que marque sua passagem no tempo. Temos a represa dos Alagados que nos remete para o governo do prefeito Juca Hoffmann; o Distrito Industrial que faz emergir a figura do prefeito Cyro Martins; o Centro de Ação Social e, assim também, o Centro de Eventos do primeiro governo do ex-prefeito Pedro Wosgrau Filho, cuja eficiência não foi repetida nas outras duas versões, marcadas por obras inacabadas e que, acabadas, estão a exibir grosseiros defeitos. Por isso, o Lago de Olarias começa a ganhar uma dimensão política especial. É que, além de poder se constituir na grande obra da vitrine do atual governo, ela provocará uma série de conseqüências positivas, como a criação de um parque, que a cidade não tem, ligações importantes dos bairros abrangidos pelo projeto, além de uma corrida já constatada da especulação imobiliária, pela repentina valorização de uma área até há pouco tida como degradada.

Esse projeto, que se imaginava que pertencia ao governo do prefeito Péricles de Holleben Mello, mas que, na verdade, teve início no governo do saudoso prefeito Paulo Cunha Nascimento, a partir de uma enchente verificada no local na década de noventa e que fez com que o então deputado federal Otto Cunha conseguisse uma verba do governo federal para a elaboração do respectivo projeto, ganha projeção agora, pela decisão política do prefeito Marcelo Rangel em realizá-lo, segundo a proposta original de estudos desenvolvidos pelo Nucleam, um centro de estudos ambientais, da Universidade Estadual de Ponta Grossa. E ganhou tanta dimensão que provocou a visita da senadora e ex-ministra influente do governo da presidente Dilma Rousseff. Só que a visita parece ter produzido um efeito frustrante, porque não produziu nenhum fato concreto. Quando muito, um anúncio de “possibilidade” de inclusão no PAC 3, do governo federal. Foi muito pouco para o muito anunciado sobre a visita.

 

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