Marcelo e Sandro levaram Márcio ao senador Osmar Dias e ao PDT

Em 2006, o então jovem empresário Márcio Pauliki tomou o seu primeiro contato com campanha eleitoral, na eleição do também jovem radialista Marcelo Rangel para a Assembleia Legislativa, pelo PPS,

que lhe foi “presenteado” pelo seu hoje presidente da Fundação Municipal de Esportes, Leopoldo Cunha Neto.

É verdade que Márcio não chegou a ter maior participação na campanha de Marcelo, mas foi o bastante para acompanhar o desenrolar dos acontecimentos políticos. Com a eleição de Marcelo, Márcio se filiou ao PPS e, dois anos depois, foi um dos principais coordenadores da campanha do também radialista Sandro Alex à Prefeitura Municipal, num confronto direto com o então prefeito Pedro Wosgrau Filho, que disputou, e venceu, sua reeleição. Foi uma bonita campanha, com Sandro tendo um desempenho excepcional, eis que, por uma margem muito pequena, menos de dez mil votos, quase derrotou Wosgrau. Com 80 mil votos na mão, Sandro se apresentou, em 2010, como candidato a deputado federal, fazendo uma dobradinha com o irmão, Marcelo Rangel, que buscou sua primeira reeleição à Assembleia Legislativa.

E foi nesse pleito que os irmãos Cruz de Oliveira aproximaram o companheiro Márcio Pauliki do então senador Osmar Dias, que disputou o Palácio Iguaçu com o então ex-prefeito de Curitiba Beto Richa. Marcelo e Sandro já haviam prometido a Osmar, um ano antes, de filiar Márcio no PDT, o que foi recusado por Márcio. E, para não deixar o senador na mão, Marcelo e Sandro filiaram no PDT de Osmar o pai, Nilson de Oliveira, e o fiel companheiro Leopoldo Cunha Neto. Nilson e Leopoldo fizeram a campanha de 2010, no PDT, ou seja, apoiando a candidatura de Osmar Dias. E Márcio, querendo buscar espaço, abriu um comitê em favor das candidaturas de Osmar a governador, Gleisi a senadora, Sandro a deputado federal e Marcelo a deputado estadual. Tudo com a simpatia de Marcelo e Sandro. Mais, com a aprovação.

Aí, Beto ganhou a eleição e Marcelo e Sandro viraram Beto “desde criancinhas”.

A partir daí, é que o compromisso de lealdade do primeiro ser deputado estadual, o segundo deputado federal e o terceiro prefeito se desfez. Márcio foi para o PDT e Marcelo e Sandro, mais do que nunca, passaram a fazer declarações públicas de amor eterno ao governador Beto Richa. Há quem chame isso de traição.

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