O grupo do prefeito Marcelo Rangel vai experimentar o veneno da traição

O prefeito Marcelo Rangel não vai ter, pela frente, nenhum céu de brigadeiro, mormente, por conta do processo eleitoral de outubro próximo. É que, dentro do próprio grupo, existem três vertentes disputando o apoio da máquina do governo, nem tanto do prefeito. E todas essas três vertentes com olhos postos na Assembleia Legislativa, de vez que, para a Câmara Federal, o compromisso do prefeito é, unicamente, com a reeleição de seu irmão, o deputado Sandro Alex, muito mais deputado das manhãs no rádio, do que no restante dos dias em Brasília, propriamente.

Até aquela atabalhoada eleição para conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, em meados do ano passado, o deputado Valdir Rossoni, presidente da Assembleia Legislativa e do PSDB no Estado, estimulava o vereador Daniel Milla, do PSDB, a se lançar candidato a deputado estadual até mesmo para compor uma dobradinha com ele em alguns municípios aqui da região, de vez que ele vai buscar, agora, uma cadeira na Câmara Federal. Com a traição havida na derrota do deputado Plauto Miró Guimarães Filho para o Tribunal de Contas, na primeira conversa, Rossoni desfez o convite a Milla, dizendo que a ordem, partida do Palácio Iguaçu, era de unidade em Ponta Grossa em torno da candidatura à reeleição do deputado Plauto Miró Guimarães Filho. Determinação do governador Beto Richa.

Essa unidade, entretanto, não deverá imperar no âmbito do grupo do prefeito Marcelo Rangel. É verdade que o prefeito haverá de vestir camisa e paletó – só camisa será pouco – da campanha de Plauto para continuar na Assembleia Legislativa, parecendo, inclusive, que Plauto haverá de ser o parceiro preferencial de dobradinha do deputado federal Sandro Alex, seja aqui na cidade, seja nos municípios da Região dos Campos Gerais. Tudo em nome de uma lealdade ao governador Beto Richa.

Acontece que o vereador George Luiz de Oliveira já está trabalhando na organização de sua campanha para deputado estadual e contando que terá o apoio do prefeito, a quem foi leal na campanha de 2012. Nem de longe, George vai aceitar o despropositado convite, feito agora, para ser secretário da Assistência Social. George pode cobrar o prefeito, dizendo que se serve para ser seu secretário, haverá de servir muito mais como “seu” deputado estadual. E se George, por uma previsível razão qualquer, não for bafejado pela máquina governamental em sua campanha, se eleito, será deputado de oposição. Se não ganhar a eleição, poderá até desbancar o vereador Antônio Laroca Neto do posto de líder da oposição na Câmara Municipal. Sem surpresa alguma.

Mas, George não seria o único incômodo do prefeito Marcelo Rangel. O PSD, partido do vereador Júlio Kuller e do vice-prefeito José Carlos Raad, o Dr. Zeca, estaria decidido a ter um candidato a deputado estadual. E, preferencialmente, esse candidato estaria para ser o Dr. Zeca, com o que estaria rompendo um acordo firmado com o deputado Plauto, quando da aceitação de sua candidatura a vice-prefeito. Há quem diga que essa decisão de candidatura de Zeca seria uma resposta ao fato de Marcelo não lhe ter entregue a Secretaria da Saúde para que preenchesse todos os cargos de chefia da Secretaria, como teria ficado acordado. Dr. Zeca não teria, em nenhum momento, desejado ser secretário da Saúde; mas, durante todo o tempo, teria desejado ser o mentor das nomeações na Saúde.

Enfim, o grupo do prefeito vai se defrontar com traições, ficando, mais para a frente, o clareamento do quadro sobre quem traiu quem. Mas, traições haverão.

 

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