Coluna da Roseli Valério

NÃO VAI ESCLARECER

Sempre bem mandada, a base governista na Assembleia Legislativa novamente não decepcionou ao rejeitar o convite proposto pela bancada do PT ao secretário de Infraestrutura e Logística do governo, José Richa Filho, irmão mais velho do governador Beto Richa (PSDB), para esclarecer as denúncias feitas em reportagem publicada na revista IstoÉ da semana passada, sobre o suposto pagamento de propinas a integrantes do governo do Estado, entre os quais estaria Pepe Richa. Os deputados governistas alegaram que a publicação e a fonte da denúncia, a empresária mineira Ana Cristina Aquino, não têm credibilidade para justificar o convite ao secretário. Ao que Veneri reagiu: “Não podemos desqualificar quem quer que seja, nem a revista nem a denunciante e muito menos o secretário que teria uma oportunidade de demonstrar à população se as acusações são ou não levianas. O que não podemos é fazer de conta que não houve a denúncia, quando se trata de um dos principais secretários do governo”, insistiu o deputado. Veneri, que é líder da bancada do PT, lembrou que os membros do governo têm a obrigação de dar respostas consistentes à população. “Não podemos simplesmente achar que duas linhas de uma nota oficial resolvem tudo”, observou o petista.

A DENÚNCIA

De acordo com a publicação, a empresária acusou integrantes do governo do Paraná de receber propina em negociação para a instalação de filial de uma empresa transportadora, em Curitiba. Conforme a denúncia, membros do alto escalão do governo teriam se associado à empresária para fechar um contrato da empresa com a montadora francesa Renault, instalada em São José dos Pinhais (RMC).

OS NOMES

Ana Aquino declarou à revista que teria pago propina de R$ 500 mil ao secretário de Infraestrutura e Logística do governo do Estado, em negociação que teria sido intermediada pelo chefe do escritório do governo do Paraná em Brasília, Amauri Escudero, e pelo advogado João Graça.

PMDB FIRME…

Mais governista do que nunca, a bancada do PMDB na Assembléia votou contra a ida de Pepe Richa a Casa para falar sobre a denúncia. O novo líder do PMDB na Assembléia, deputado Nereu Moura, defendeu o governo. Disse que “particularmente” é favorável a qualquer tipo de pedido de informação. E que o governo não pode esconder qualquer assunto de interesse público. “Mas”, eis que surge o “mas”.

NO APOIO A RICHA

“Mas”, alegou Moura, “eu não posso me pautar por uma reportagem de uma revista, sabendo que esta e outras revistas e jornais têm feito denúncias duvidosas. Acho injusto com o secretário porque não há nada que comprove qualquer coisa contra ele”, observou Nereu.

AH, TÁ

Também Artagão de Mattos Leão, outro peemedebista, se manifestou em favor do governo tucano. Com uma tese meio estranha, aliás. Alegou que a denúncia da IstoÉ deveria ser desconsiderada porque a revista está em processo de falência. E daí, criticou Veneri, que achou sem sentido o argumento. Ou seja, desde já os deputados do PMDB indicam que o apoio e lealdade a Richa prosseguirão até as eleições.

OSMAR É CHAMADO

Dia de expectativa ontem nos bastidores políticos do Paraná. É que a presidente Dilma Rousseff convidou o ex-senador Osmar Dias (PDT) para uma audiência no Palácio da Alvorada. A informação renova as especulações de que ele possa assumir um ministério. Há quem acredite que em um segundo mandato de Dilma, ele seria convidado para assumir o Ministério da Agricultura, seu projeto mais acalentado.

AGRONEGÓCIO

Osmar na verdade sempre esteve em torno da sua especialidade. Atualmente é vice-presidente de Agronegócios e Micro e Pequenas Empresas do Banco do Brasil e antes já foi cotado para assumir o Ministério da Agricultura no mesmo governo Dilma. É possível que aconteça agora, independente da reeleição ou não da presidente.

DESPISTE

Antônio Andrade, o atual ministro, pretende deixar o cargo para se candidatar a deputado federal. Ao chegar ao Palácio da Alvorada, Osmar Dias foi surpreendido com a presença de jornalistas que rodearam o seu carro. “Não sei ainda [porque foi chamado)”, desconversou. “Eu falo com vocês depois”.

PRECATÓRIOS

Foi reforçado ontem pelo líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Ademar Traiano (PSDB), a liberação pelo governador Richa de R$ 200 milhões para pagamento de precatórios (dívidas do Estado reconhecidas em última instância pela Justiça). A medida vai beneficiar 1.300 credores que por ordem cronológica, aguardam os pagamentos.

MENORES PRIMEIRO

O próprio governador explicou que a liberação do dinheiro vai atender pessoas que esperam há quase 20 anos o pagamento de dívidas trabalhistas, alimentares e cíveis. Os pagamentos serão feitos do menor para o maior valor, a partir de R$ 28 mil. “A quitação dos precatórios resolve uma situação há muito tempo pendente. O Estado do Paraná possui 2.550 precatórios inscritos aguardando pagamento”, disse Richa.

QUASE A METADE

De acordo com estimativa do governo, com esta liberação, cerca de 50% dos precatórios serão quitados. O governador afirmou que o Estado começou a regularizar o pagamento de precatórios somente em 2010 e gasta cerca de R$ 500 milhões por ano com esse tipo de dívida.

DIZ O TUCANO

Para Traiano, a decisão mostra que, diferente do que afirma a oposição, as dificuldades de caixa do governo não são assim tão sérias. A secretária da Fazenda, Jozélia Nogueira, disse que o Estado começou 2014 com uma dívida de R$ 1,1 bilhão.

‘TERRORISTAS’

“Para um governo que tem um orçamento de quase R$ 39 bilhões o valor anunciado de comprometimento não é muito. Em questão de dois, três meses se resolve. Querem imputar uma situação desastrosa”, estimou Traiano. “A oposição faz terrorismo”, alfinetou o líder do governo Richa.

GLEISI X FACEBOOK

Publicada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) a decisão do processo que pedia a suspensão de dois perfis na rede social Facebook – “Gleisi Não” e “Gleisi Indelicada” – que na avaliação dos petistas, atacavam a imagem da ex-ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. A interpretação foi favorável ao argumento do PT.

DECISÃO A FAVOR

Entendeu o relator da matéria, desembargador Edson Vidal Pinto, que “houve flagrante violação ao direito de personalidade, ao ridicularizar a reclamante com referências grosseiras que transbordam os limites do livre exercício da liberdade de expressão”. E ainda, diz o acórdão, que o perfil “Gleisi Indelicada” tinha o intuito de denegrir a imagem da então ministra Gleisi Hoffmann “com explícita propaganda negativa, capaz de fazer pensar nas próximas eleições”.

LEI DOS ESTÁDIOS

Sancionada agora pelo governador Richa a Lei nº 17.951, conforme projeto do deputado estadual tucano Bernardo Ribas Carli, que obriga a identificação dos torcedores nos estádios de futebol do Paraná. De acordo com as novas regras, clubes, entidades mantenedoras e gestoras dos estádios e estabelecimentos que realizam venda de ingressos para partidas oficiais deverão fazer a identificação de todos os compradores de ingressos.

BANCO DE DADOS

Com a apresentação de um documento de identidade, o torcedor será cadastrado e terá seus dados vinculados ao número do registro do bilhete emitido. O autor da lei explica que os responsáveis pela realização do evento esportivo deverão manter à disposição das autoridades um banco de dados com a identificação dos compradores e frequentadores das partidas de futebol, por no mínimo 12 meses.

PARA PUNIR

Episódios de violência, com torcedores feridos e patrimônios depredados podem ser reduzidos por conta da nova lei, que prevê punição de quem tenha participado ou incitado brigas. Em caso de descumprimento da lei, clubes e entidades poderão sofrer penalidades como advertência, pagamento de multa e até a cassação do respectivo alvará.

CARTÃO VERMELHO

Quanto ao torcedor que for identificado como participante ou incitador de confusão, poderá ficar impedido de comprar ingressos ou frequentar partidas oficiais pelo prazo de três meses a cinco anos, além de pagar multa.

 

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