O Código Municipal de Obras não existe mais?…

É verdade que a cidade está passando por um processo de desenvolvimento econômico e de vistosa expansão urbana. Por conta disso, o aquecimento da construção civil que faz lembrar, de certa forma, o início da década de setenta, quando do início do processo de industrialização do Município, precisa ser acompanhado pelas nossas autoridades da fiscalização pública.

E quem está construindo é porque deseja iniciar um novo negócio na cidade, caso das indústrias que estão chegando, ou ampliar os negócios já existentes, como reflexo desse momento singular de visíveis investimentos. Ninguém está construindo para fazer caridade, porque a cidade é bonita e porque as pessoas daqui são bem formadas. Nada disso.

Ora, se tudo é negócio, me parece razoável imaginar que todos devam cumprir as leis, mormente, na construção civil. Acontece que, em algumas obras no centro da cidade, a impressão que se tem é que o Código Municipal de Obras não existe mais, ou, então, que a empresa construtora possui grandes poderes, como o de fechar a rua no dia e na hora que bem entender, pouco se importando com as conseqüências no trânsito. Há que se avaliar, de outro lado, que a fiscalização municipal não está cumprindo com o seu papel, pois, em caso contrário, esse negócio de fechamento de rua não estaria virando rotina, especialmente, no centro da cidade. Isso já se viu na Paula Xavier, na Cel Dulcídio e agora se vê na General Carneiro, entre a Comendador Miró e a Rua do Rosário, numa construção de expansão da Unimed. Próximo do final do ano, fecharam a quadra, por pelo menos três dias, numa semana. E a irregularidade vem se mantendo, não mais com tantos dias na semana, mas de um dia, pelo menos, gerando congestionando na própria General Carneiro, na Comendador Miró, na Sete de Setembro e na Rua do Rosário. E prejuízo, com certeza, para quem tem comércio na quadra que fica fechada.

Se a empresa construtora tem autorização para assim proceder, que a Autarquia Municipal de Trânsito desloque orientadores de trânsito para administrar os problemas de congestionamento. Mas, se o Código de Obras continua em vigor, que, além da fiscalização em cima da empresa, a própria Autarquia de Trânsito cumpra o seu papel de, pelo menos, retirar a meia dúzia de cones que são colocados no cruzamento com a Comendador Miró.

Parece não se pedir demais para que o crescimento da cidade se dê de forma ordenada, em que as pessoas sejam respeitadas em seu sagrado direito de ir e vir. Especialmente nesse trânsito complicado que temos.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *