Há um interessante conjunto de bons nomes para a disputa eleitoral deste ano – I

Seja para a Assembleia Legislativa, seja para a Câmara Federal, o quadro que está a se desenhar de candidatos, por aqui, começa a ser atrativo, especialmente, porque está a se apresentar um processo qualitativo de renovação, como há muito não se via. Se este ou aquele reúne condições políticas, ou não, para se antever uma vitória nas urnas, é um caso secundário, de vez que o fundamental é que estão surgindo nomes com biografias respeitáveis. Nomes, por exemplo, que não precisam de cargo público para a sobrevivência pessoal. Nomes de pessoas honradas, profissionais responsáveis, figuras humanas da maior consideração. Significa, pois, que o eleitor de Ponta Grossa e dos Campos Gerais terá opções válidas e interessantes para decidir o seu voto, convencido de que não haverá de perder o voto, mesmo que, eventualmente, o candidato escolhido acabe por não ser vitorioso nas urnas. É que o cidadão bem formado quando disputa um cargo público, nunca perde; quando muito, deixa de ganhar apenas a eleição. Mas, sai vitorioso pela experiência vivida, pelo “pós-doutorado” em Sociologia, que escola nenhuma leciona, pela contribuição oferecida ao processo democrático, pela demonstração de grandeza que oferece a sua comunidade. Via de conseqüência, quem vota num candidato com semelhante perfil também nunca vai perder o seu voto.

Vale o exemplo de quem votou no empresário Márcio Pauliki para prefeito, em 2012. Ele só não venceu a eleição.

E já que falamos na figura do empresário Márcio Pauliki, ele tinha tudo para ser a atração do pleito eleitoral deste ano, a novidade da eleição, a diferença em relação aos seus concorrentes, caso se candidatasse à Câmara Federal, pois, atenderia um anseio da coletividade regional. Essa era a expectativa geral, pois, quem faz mais de 50 mil votos para prefeito de Ponta Grossa tem, no mínimo, o dever de disputar uma cadeira de deputado federal, para contribuir com a cidade e com a região na formatação de uma boa representação política em Brasília. Porém, Márcio, por conveniências políticas pessoais, optou por disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa. Será, com certeza, um bom candidato, mas sem a aura da novidade, sem o entusiasmo do eleitor, sem a torcida da paixão do liderado.

Atração mesmo para a Assembleia Legislativa deve ser a candidatura do empresário e produtor rural Rubens Sielski, o Geada. Primeiro pela novidade da candidatura, em si, depois, pelo cidadão honrado e correto que é, pelo profissional competente que tem o respeito dos profissionais da agropecuária, sua área, pelo espírito solidário e participativo que exibe. Feito candidato, haverá de produzir o brilho nos olhos do eleitor, desejoso de consagrá-lo nas urnas, para vê-lo como seu representante na Assembleia Legislativa.

Aliás, são boas as perspectivas para voltarmos a ter, pelo menos, quatro cadeiras na Assembleia Legislativa. E essas quatro, de princípio, vão pertencer, duas delas, aos deputados Péricles de Holleben Mello e Plauto Miró Guimarães Filho, que deverão se reeleger, e as outras duas haverão de se destinar a Márcio Pauliki e a Rubens Sielski. E se, de repente, avançarmos mais e conseguirmos uma quinta cadeira, esta tem tudo para se constituir em assento do vereador George Luiz de Oliveira.

Não custa aguardar para conferir, até porque janeiro já se foi e outubro está logo ali. É só passar a Copa do Mundo.

 

 

 

 

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *