O Márcio Pauliki é o nosso instrumento para uma ousadia histórica no ano que vem

Ponta Grossa, no campo político, está para o Paraná, como o Paraná está para o Brasil; ou seja, sem prestígio. Nós não temos voz, nem vez, no Paraná; e o Paraná nem tem voz, nem vez no Brasil. É verdade que, em termos de Paraná, temos três ministros na República – Gleisi Hoffmann, na Casa Civil; Paulo Bernardo, nas Comunicações; e Gilberto Carvalho, na Secretaria da Presidência da República. Ainda assim, não temos grandes obras, por aqui, que possam justificar a presença dos três ministros. Aliás, o governador Beto Richa vive se queixando da falta de apoio do governo federal. Também pudera, é um governador sem prestígio.

Em nossa História Política, tivemos dois bons momentos, que se deram no governo de Paulo Pimentel, na década de sessenta, quando, pelo menos, quatro figuras pontagrossenses brilharam na equipe de governo, que foram José Theodoro Miró Guimarães, na Secretaria de Viação e Obras Públicas, Ercílio Slaviero, na Codepar – Companhia de Desenvolvimento do Paraná -, que viria a se transformar no BADEP – Banco de Desenvolvimento do Paraná -, que, pela sua ineficiência, foi fechado no governo de Álvaro Dias; Plauto Miró Guimarães, na Secretaria do Interior, que era a secretaria política do governo, e Eurico Mascarenhas Ribas na então criada Secretaria dos Transportes, fruto do desmembramento da Secretaria de Viação e Obras Públicas em Secretaria dos Transportes e Secretaria de Obras.

Depois, na década de oitenta, vivemos um segundo bom momento no governo de José Richa, com José Olímpio de Paula Xavier, na Secretaria da Administração, e mais três ou quatro nomes em cargos de relevo no segundo escalão. E como José Richa tinha um apreço especial por Ponta Grossa, tínhamos tapete vermelho no governo do Estado. Foi só.

No ano que vem, teremos eleições para deputado estadual, deputado federal, governador, senador e presidente da República. Por conta dos momentos populares do mês de junho, o Brasil está vivendo uma nova realidade política, que está a inquietar a própria classe política. Na semana passada, o jornal “Folha de S. Paulo” trouxe uma pesquisa de popularidade da presidente Dilma Rousseff, em queda livre, e de onze governadores, considerados os de maior destaque. Destes, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, aparece com 58%, seguido do governador do Paraná, Beto Richa, com 41%, um claro indicativo de acompanhamento da presidente Dilma. Em outras palavras, uma reeleição difícil.

No início do ano, imaginava-se que o Paraná teria uma disputa centrada na tentativa de reeleição do governador Beto Richa em confronto com a candidatura da senadora e ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Entretanto, os dias se passaram, Gleisi está a exibir um desgaste político, por não saber comandar a articulação do governo, e Beto vive um instante de desespero, com o caixa do governo zerado, sem recursos para investimentos. A promessa de um governo com choque de gestão se revelou inócua, porque o choque está sendo de incompetência e despreparo.

Tudo isso resumido, ganha força a idéia de que os protestos de rua de junho querem uma mudança, não apenas de nomes, mas de procedimento, de postura, de capacidade de compromisso. E, aí, é que emerge a figura do empresário Márcio Pauliki para se apresentar como candidato ao governo do Estado, nas eleições do ano que vem, pelo seu partido, o PDT.

Márcio é uma liderança emergente, com o perfil da credibilidade. Se, no passado, Ponta Grossa nunca teve ninguém para ousar em tamanha ousadia, no presente temos, sim, essa figura singular do Márcio Pauliki, que tem conteúdo, força e prestígio para se apresentar ao Paraná.

Por ora, a ideia é uma provocação. Mas, com todo o fundamento.

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